2016 acabou

- quinta-feira - 05/01/2017 Boca no Trombone

O ano acabou com duas mudanças importantes. A primeira assombrou os corruptos de colarinho branco. Milionários que enricaram às custas do povo ordeiro e trabalhador irão passar o Natal e ano novo atrás das grades. Eles jamais imaginaram passar pelo crivo do judiciário e se hospedar em presídios, assim como, até então, os ladrões de galinhas. E a segunda mudança foi o fato da grande maioria não mais acreditar nas lorotas dos esquerdopatas. Eles endeusaram, até então, terroristas e marginais da pior espécie. Hoje o povo não acredita que apedeutas e bandidos do passado possam lograr êxito em alguma gestão.

Porém, estamos muito distante da luz no fundo do túnel. A reforma da Previdência, por exemplo, está sendo arquitetada, a meu ver, por jurássicos sem noção. Eles vão para os países do primeiro mundo, onde a maioria deles tem grandes somas depositadas e de lá querem copiar o modelo. Se esquecem dos nossos 10 milhões de desempregados, na sua grande maioria jovens. Se estes jovens estivessem empregados, estariam contribuindo. Logo, o rombo seria menor.

Os militares ficarão de fora da reforma da Previdência, mas este deveria ser o modelo, tanto na gestão pública como na privada. Todos pagam plano de saúde, contribuem na inatividade, todos passam por teste seletivo ou concurso público, não tem seus salários reduzidos quando da passagem para a inatividade e podem ser convocados em caso de necessidade. Têm direito a honras fúnebres, privilegiam as filhas e viúvas, acesso facilitado à moradia, seguros, assistência médica, odontológica, religiosa, psicológica, acesso a hospitais de todas as complexidades, entre outros. Que beleza! È o sonho de todo brasileiro.

Porém, pra você ter acesso a estas bondades todas, deves te abster de algumas malvadezas e vantagens em relação ao proletariado em geral: não fazer baderna, nem greve, não cobrar hora extra, FGTS, seguro desemprego, periculosidade, insalubridade, zelar pela hierarquia e disciplina, estar 24 horas por dia à disposição da instituição. Não se perpetuar no poder e quando atingir a idade limite, dar lugar aos outros, entre outros sacrifícios. Os jurássicos só não copiam o modelo por que a politicagem necessita do proletariado para massa de manobra.

No judiciário não é diferente. A Suprema Corte é composta por anciãos que, muitas vezes, não têm certeza e nem convicção de suas decisões. Eles deveriam dar lugar aos mais jovens. Nas grandes empresas é assim. Por que no serviço público tem que ser diferente?

Os jurássicos do Judiciário, Legislativo e do Executivo estão sempre em rota de colisão. A tal harmonia não existe e está bem pior do que nos anos de chumbo. Tanto o presidente da República, Michel Temer, quanto o líder da oposição, mesmo vivendo no meio de toda essa sujeira que tanto nos assusta, mantêm intacta sua pureza. Lula conviveu dezenas de anos com José Dirceu, Delúbio, Marcelo Odebrecht, todos já condenados por corrupção e proclama que é inocente. Aliás, nem sabia de nada. Temer presidiu o PMDB de Eduardo Cunha por quinze anos, teve convívio próximo com os seis ministros que se afastaram por problemas judiciais. Admite ter recebido um empresário do ramo de doações ilícitas, mas garante que não tratou disso com ele. É inocente, diz.

Como, a maioria do povo brasileiro, não acredita mais em jurássicos, apedeutas, esquerdopatas, guerrilheiros, terroristas, coronéis e bandidos do passado, eu aposto em caras novas para as eleições vindouras. Entre eles estão Jair Bolsonaro, Dr. Hollywood, João Dória ou Roberto Justos. Estes, já estão cotados para candidatos em 2018. E você, em quem aposta?

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