Guinada à direita

- sábado - 23/12/2017 Editorial


A centro-direita voltará ao poder no Chile, depois da vitória de Sebastian Piñera no segundo turno da eleição presidencial, realizada no último domingo. O empresário, que já havia governado o Chile entre 2010 e 2014, venceu o senador de esquerda Alejandro Guillier, que contava com o apoio da atual presidente, Michelle Bachelet. Em uma eleição em que metade do eleitorado se absteve – no Chile, o voto é facultativo –, Piñera obteve nove pontos porcentuais de vantagem sobre seu adversário, considerando-se apenas os votos válidos.

No primeiro turno, o eleitorado havia rejeitado os candidatos mais extremistas em ambas as pontas do espectro político, mas também mostrou que desejava candidatos ideologicamente posicionados – tanto à direita, caso de Piñera (apesar de ele ter feito uma guinada mais ao centro, e de sua chapa incluir um partido de tom mais libertário que defende plataformas mal vistas por eleitores conservadores), quanto de esquerda, caso de Guillier, ligado ao partido mais à esquerda da coalizão “A força da maioria”.

a vitória da centro-direita não deixa de ser um alento e mais uma demonstração de que, apesar de ainda sobreviver na falida Venezuela e na Bolívia, onde Evo Morales apelou a um truque judicial para concorrer a um novo mandato, o populismo de esquerda que tanto mal causou ao continente está aos poucos sendo derrotado na América do Sul.



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