Fake News - Notícia falsa

- sexta-feira - 19/01/2018 Boca no Trombone


Uma das preocupações para as eleições deste ano, que irá eleger presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, são as notícias falsas para enaltecer ou denegrir a imagem dos candidatos.

Na semana passada, a vítima foi o presidenciável e deputado Jair Bolsonaro com uma série de matérias pejorativas no Jornal Folha de São Paulo. Ele divulgou um vídeo quarta-feira, dia 10, com mais de 11 minutos. Somente em sua página no Facebook, alcançou mais de 1,4 milhão de visualizações e 37 mil compartilhamentos. 

                                                                                

Bolsonaro dava sua versão sobre a acusação do jornal de que seu patrimônio e o dos filhos somam R$ 15 milhões – uma evolução acelerada para quem começou a vida pública com, segundo a Folha, “um Fiat Panorama, uma moto e dois lotes de pequeno valor em Resende, no interior do Rio – valendo pouco mais de R$ 10 mil em dinheiro atual”.

“A Folha de S.Paulo é um jornal canalha. Folha, senta aqui, traga seus homens, seus contadores, advogados, jornalistas”, desafia Bolsonaro. Os repórteres do jornal aceitaram o convite. Na quinta-feira à noite, a Folha publicou em seu site a entrevista que fez com o deputado. Entre uma série de advertências, Bolsonaro disse: “Se eu chegar à Presidência, nós vamos tratar o dinheiro com zelo. Tanto é que não vai ter dinheiro para vocês da imprensa, que faz essa imprensa fake news como vocês aí. Então, a Folha fake news foi R$ 180 milhões, mais ou menos, no governo do PT. Essa grana vai para o povo”.

Bolsonaro é o segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto para presidente na eleição deste ano, podendo alcançar a liderança nas intenções de voto, dependendo da rejeição do recurso de Lula no TRF 4. Bolsonaro, acuado por uma série de denúncias, recorre às redes sociais para reverberar a ideia de que a imprensa divulga fake news a seu respeito. 

 

                                                       GLEISI DERROTADA NA ALEMANHA E FRACASSADA EM MARINGÁ

 

Uma notícia vinda da Alemanha, transmitida a Gleisi Hoffmann por uma fonte não identificada, fez a presidenta do PT acreditar que viveria um fim de semana. Já entusiasmada com o lançamento em Maringá do “Comitê em Defesa da Democracia, do Estado Democrático de Direito e do Direito de Lula ser Candidato”, ela soube no sábado que a torcida do Bayern de Munique, durante o jogo contra o Bayer Leverkusen, havia homenageado o ex-chefe de governo brasileiro condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.

“Show de torcida!!”, começou a mensagem no Twitter reproduzida pelo Antagonista e ilustrada por uma foto de parte da plateia. “Recebi esta imagem, que mostra uma faixa FORZA LULA”, decolou a tuiteira. Analfabeta também em futebol, nem desconfiou que enxergara um segundo L onde havia um C, encoberto pelo corpo de um espectador. Tampouco lhe ocorreu que, se estivessem apoiando Lula, os alemães se expressariam em português. Usaram Forza de vez de Força porque o alvo da homenagem era o italiano Luca Farnesi, 44 anos, gravemente ferido durante uma briga entre torcidas rivais. Confira a derrapagem:

                                                                     

A vigarice difundida por Gleisi já era um notável sucesso de público e um retumbante fracasso de crítica quando foi apagada e trocada por uma sopa de letras que tentou transferir a culpa para a imprensa. 

Derrotada na Alemanha, Gleisi certamente imaginou que iria à revanche no duelo programado para o mesmo sábado no interior do Paraná. Convocados pela presidenta do partido, milhares de militantes agrupados nos comitês que fundou transformariam 13 de janeiro no “dia do esquenta nacional das manifestações favoráveis ao ex-presidente Lula”. Os atos de protesto contra a provável condenação do chefão em segunda instância deveriam chegar ao clímax em Maringá, onde nasceu o juiz Sérgio Moro. Milhares de conterrâneos mostrariam publicamente que os crimes atribuídos a Lula não passam de “perseguição política”.

Por outro lado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), está preocupado e pensa até em criminalizar as Fake News, considerando que a maioria dos eleitores não tem preocupação com a veracidade das publicações ao compartilharem as postagens.

 

 

 

 

 



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