Homens de farda humilham o telejornalismo

- sexta-feira - 10/08/2018 Boca no Trombone

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Na semana passada, sexta-feira, 03 de agosto, a Globonews reuniu o que tem de melhor para sabatinar o candidato a presidência da República, o militar R-1 Jair Messias Bolsonaro. Eram nove expoentes do jornalismo da “globeleza” contra um militar comum do Exército que optou pela política. Para capitanear a sabatina, escalaram a poderosa e mais experiente jornalista Miriam Leitão, até mesmo porque, militar não tem língua e mãos de veludo, Deus não lhes deu este dom. Pelo que observei, estava claro que a ideia era humilhar o postulante à presidência. Iniciaram os questionamentos sobre a economia, assunto do qual Bolsonaro não entendia. Porém, quando disse que o Brasil deveria agregar valores ao manganês, exportando o aço e valores ao nióbio, o nervosismo dos inquisidores ficou evidente. Sobre as privatizações, Bolsonaro disse que irá preservar as estratégicas, e as que não atendem aos anseios da Nação, estão passiveis de privatização, inclusive a Petrobras. Como não lograram êxito no quesito economia, partiram para o tema “mulher”, onde Bolsonaro conta apenas com 15% da simpatia do eleitorado feminino. O dito cujo disse que a mulher terá opções entre ter na bolsa uma arma ou a Lei Maia da Penha. Não especificou que arma seria essa, suponho que poderia ser um sprey de pimenta, uma faca ou um revólver. Ou até mesmo um vidrinho de água que os padres receitavam para as mulheres colocarem na boca e não engolir até que o “macho” fique calmo. Mas garantiu que com a Lei Maria da Penha, o marginal iria rir de sua cara. Por último, o golpe derradeiro: “ditadura”. Bolsonaro disse que os generais foram eleitos assim como Tancredo Neves e José Sarney, avalizado pelo editorial da Rede Globo. Senti pena dos colegas de imprensa. Já segunda-feira, 06, o candidato a vice-presidente do Jair Bolsonaro, o velho e bom índio General Antônio Hamilton Mourão, lascou: “O País herdou a indolência do índio e a malandragem do negro”. Para delírio e indignação da imprensa, organizações que se dizem os defensores e donos dos negros, veados, índios, entre outros. Porém, nas redes sociais, onde Bolsonaro tem a maioria dos seguidores, a indignação não foi tanto assim. Lá disseram que o general falou a verdade e que o Exército é a instituição que mais incorpora profissionais negros e índios para os seus quadros. Não como Quilombolas, onde não dão a escritura das terras que garantem que são dos negros e nem deixam os índios nas reservas como se fossem bichos de estimação. Incorporam os negros e índios na instituição e são tratados como cidadãos brasileiros. Sem diferença de salários e a ascensão é por meritocracia, sem cotas. Até mesmo porque as forças armadas estão alicerçadas na hierarquia e disciplina e não pela indolência e malandragem como é costumeiro neste País.

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