As mulheres no século XXI

.- . quinta-feira - 07/03/2019 Boca no Trombone


Ao longo de vários séculos as mulheres foram reduzidas ao silêncio, ocupando o lugar de espectadoras na sociedade rural. Ainda hoje muitas mulheres aceitam a passividade, a condição de servas do homem e se conformam pensando “sempre foi assim”.

            Porém, esta cultura, nos dias atuais parece cada vez mais atenta ao discurso das mulheres e sobre as mulheres. Após séculos aparecendo na história com o papel secundário na grande maioria dos segmentos, finalmente a mulher surge como sujeito capaz de propor muitos valores, de praticar e de sensibilidades diferentes atores sociais.

            A mulher sempre esteve presente em todas as sociedades, quer como coadjuvante ou mesmo como inspiradora dos poetas, a mulher aparece sem identidade e vista com um olhar masculino.

            No Brasil, o reconhecimento e a consciência da especificidade da participação feminina tem sido lenta. Porém após o período ditatorial das décadas de 1960 e 1970, a participação das mulheres brasileiras tornou-se mais significativa graças ao surgimento de novas formas de associativismo, em especial entre as mulheres.

            Sempre houve limitações quanto a atuação de mulheres em papéis de liderança. E as principais formas de agremiações, veiculam a mulher como objeto do discurso masculino. Contudo, através da criação feminina a mulher é vista por ela própria e capaz de abordar questões de natureza do gênero, bem como os interesses coletivos, alimentando o desejo de tornar-se cada vez mais autentica.

No século XXI, as perspectivas mudam. A questão da desigualdade entre homem e mulher ocupa uma parte das obras das discussões, com o propósito de abolir a constatação que a educação das mulheres do campo é medíocre, o que, em nossa opinião é lamentável, pois são as mulheres as encarregadas da educação das crianças, os futuros homens. E graças a essa abertura muitas mulheres ocupam os espaços na sociedade, cada vez mais competitiva e plural.

Ainda no século XX, começa a surgir uma nova imagem da mulher que aparece agora como sujeito da sua própria história, consciente de seu papel na sociedade, e aberta a luta por sua emancipação e dignidade.

Porém, a participação feminina continua a ser um lugar de conflito entre o desejo e a realidade de uma sociedade que manifesta uma reação velada contra esse desejo. Esta reação é feita através da ironia e da hostilidade.

No século XXI, temos alguns exemplos de tal atitude. O mais comum a ser observado, ocorre nos casos em que as mulheres ocupam postos de liderança, tradicionalmente ocupados por homens.

Enquanto sexo é um assunto físico, gênero é social, na qual homens e mulheres são educados e valorizados de maneiras diferentes e desiguais. Conceitos de feminilidades e masculinidades são produtos de processos culturais e sociais. As características masculinas e femininas não são manifestações de uma essência natural, universal ou eterna de homens e mulheres, mas ao contrario, funcionam como identidade e papéis de gêneros aceitos em nossa cultura, mas nada mais é fixo é imutável e esses papéis são – e devem- ser repensados redefinidos. 

 

 

José Raul Staub

 

 

OK -  Porém, vamos restaubelecer alguns fatos.
- Quem viabilizou a ida das mulheres para o mercado de trabalho e para
o centro do poder foi Getúlio Vargas, por meio da CLT e o voto
feminino. A Raquel de Queiroz que o diga.


- Quem viabilizou FGTS, PIS/PASEP, divórcio, pensão vitalícia, emprego
(marido de professora) foram os generais, os torturadores, segundo os
"intelectuais" de araque.


- Já os esquerdistas apresentaram a "Lei Maria da Penha" para defender
as mulheres e os da extrema direita um revólver, para vergar o macho.
Portanto, as mulheres podem optar entre a da Penha na bolsa ou o pau
de fogo.

 



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