A nova era

Euclides Staub- . terça-feira - 26/03/2019 Boca no Trombone

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Pelo que tudo indica, o governo de Jair Bolsonaro está saindo do discurso e timidamente está colocando a nossa republiqueta das bananas nos eixos. Internamente está estagnando os sumidouros do dinheiro público e externamente está fazendo valer a segunda maior economia do ocidente.
Copiando da gestão do Exército: quem não der prova de que está vivo, fica sem aposentadoria. 1,3 milhão de aposentados podem ter o benefício de março bloqueado. Cerca de 1.334 milhão de aposentados e pensionista do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) podem ficar sem receber o benefício referente a março. 
Segundo a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), isso se refere ao número de segurados que não fez a chamada prova de vida nos últimos 12 meses.  O bloqueio está previsto na Medida Provisória 871/2019, que instituiu um novo pente fino e medidas para combater pagamentos indevidos e fraudes. Não basta reformar a previdência. A gestão tem que melhorar.
Sobre os da ativa: só os necessários. Não podemos trabalhar somente para o funcionalismo público e os investimentos não saem. Para coibir isso, o decreto assinado pelo presidente no dia 13 de março para extinguir cargos, funções e gratificações na administração pública atingiu em cheio os intocáveis. Na área de Educação, principalmente as universidades públicas federais. Das 21 mil vagas eliminadas pelo governo, ao menos 13.710 estavam sob a guarda de instituições de ensino, o que corresponde a 65% do total do corte.
No plano externo, Bolsonaro foi aos Estados Unidos fazer o mesmo que os estadistas de outrora fizeram: facilitar a entrada de dólares eliminando a burocracia da vinda dos turistas, dispensando-os do visto de entrada.
Também cedeu a base aeroespacial de Alcântara no Maranhão, nos moldes de Getúlio em meados do século passado, no qual o Brasil barganhou a CSN, a primeira siderúrgica do Brasil que alavancou a revolução industrial tardia, no Brasil. Além do forró “for all” que contagiou o Brasil como um todo. Também vale lembrar que a Guiana Francesa, fronteira com o setentrião brasileiro, cedeu espaço para os europeus lançarem os seus satélites. Lá o bolsa família é de mil euros.
 

Na economia o governo quer negociar com os ricos, dispensando os nanicos esquerdistas, nos moldes do pós-segunda guerra. Portanto, nossa experiência no pós-guerra caracterizou-se por rápido crescimento até 1980 seguido de um longo período de baixo crescimento. Para que se tenha uma ideia de magnitude, um país com a taxa de crescimento que o Brasil experimentou entre 1950 e 1980 dobra sua renda per capita aproximadamente a cada 16 anos. Isso implica que, se o país tivesse mantido essa taxa de crescimento nos trinta e um anos que se seguiram, nossa renda per capita atualmente seria cerca de 14 vezes a de 1950, ao invés de cinco.
É difícil prever os resultados da viagem da “nova era” para os Estados Unidos. Porém, estou convencido de que foi mais promissora da capitaneada por Dilma Rousseff, na qual reclamou da moderna arapongagem americana e enalteceu a moderna tecnologia brasileira de estocar ventos.


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