Civis e militares saquearam a previdência

Euclides Staub- . quinta-feira - 13/02/2020 Boca no Trombone


"Indenizações e aposentadorias a anistiados políticos da “ditadura” já consumiram R$ 13,4 bilhões". A maior parte dos pagamentos é consequência da Lei 10.599, de 2002 da era Lula. Os processos eram analisados e aprovados pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, mas os pagamentos são feitos pelo Planejamento (para civis) e Forças Armadas (para militares).
Há em torno de 11,7 mil pessoas esperando uma decisão da Comissão de Anistia sobre pedidos de reparação. Além de Dilma, estão com processos em andamento o ex-presidente Lula (PT) e o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, entre outros. A lista e o andamento dos processos são públicos.
Das pessoas na lista, algumas já faleceram. É o caso do jornalista pernambucano Cleofas de Farias Reis (morto em outubro de 2014), e do advogado e jornalista D'Alembert Jaccoud (morto em 2009).
Em 2018, militares receberam mais que civis
Salvo melhor juízo, a “treta” consistia na exclusão dos militares a bem da disciplina e temporários, licenciados entre 1964 e 1965, por força do regulamento. Eles alegavam perseguição política e eram prontamente atendidos, uma vez que se encaixavam no projeto de perpetuar a esquerda no poder.
Desde 2002, as indenizações a pessoas vitimadas pelo regime militar custaram à União cerca de R$ 10 bilhões - 39,3 mil pessoas já foram beneficiadas.
Em 2018, o montante gasto ficou em R$ 1,01 bilhão - e ex-militares anistiados foram os principais beneficiados, recebendo pouco mais da metade do valor.
Alguns militares, foram alvo de punições antes mesmo de 1964. Por exemplo: oficiais de baixa patente que participaram da chamada Revolta dos Sargentos, em 1963 - um levante contra decisão do Supremo Tribunal Federal que impediu oficiais de se candidatar a cargos eletivos nos moldes civis.
Dos três ramos das Forças Armadas, a Aeronáutica foi o que mais desembolsou recursos para indenizações em 2018 - R$ 326 milhões, segundo dados disponíveis no Portal da Transparência. Há quem diga, que os responsáveis serão punidos. Será? 
O INSS cancelou 43,3 mil benefícios em Santa Catarina desde 2016. Vai faltar cadeia.
 



Mais notícias: Boca no Trombone

Últimas notícias: