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Eleições 2026: Análise do primeiro debate ao Governo de Santa Catarina

ClicRDC , revisado por IA - 10/08/2026 11:05 - Visualizações: 56

Eleições 2026: Análise do primeiro debate ao Governo de Santa Catarina

O primeiro debate entre os candidatos ao governo de Santa Catarina ocorreu no sábado (8), abordando temas como educação, saúde e corrupção.

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Neste sábado (8), ocorreu o primeiro debate entre os candidatos a governador de Santa Catarina, promovido pelo Grupo ND. Participaram João Rodrigues (PSD), Gelson Merísio (PSB) e Ralf Zimmer (PRD). Jorginho Mello (PL) não participou, pois o Grupo ND optou por realizar dois debates, e o atual governador participará apenas do segundo.

O debate começou com uma discussão sobre o duodécimo, valor repassado pelo Governo do Estado à Assembleia Legislativa e ao Poder Judiciário. Rodrigues e Merísio defenderam a revisão dos repasses, com Rodrigues propondo destinar as sobras da Assembleia para a regionalização da saúde.

Na pauta da Educação, Ralf Zimmer sugeriu o fim do programa Universidade Gratuita, enquanto Gelson Merísio propôs um aumento significativo no salário dos professores da Rede Estadual. Sobre a integração das demandas dos três estados do Sul, João Rodrigues enfatizou a necessidade de união em relação à BR-101. Ralf acusou Rodrigues e Merísio de pertencerem ao mesmo grupo político que governou Santa Catarina desde 1994.

Merísio questionou Ralf sobre os gastos do governo com publicidade. Zimmer afirmou que já solicitou ao deputado Júlio Garcia (PSD), presidente da Assembleia Legislativa, a regulamentação dos valores de publicidade, visando evitar que blogs políticos de baixa credibilidade recebam contratos especiais.

Ralf Zimmer indagou Gelson Merísio sobre o combate à corrupção, e Merísio propôs uma parceria com o Legislativo e o Judiciário para aumentar a transparência. A pergunta foi motivada por um processo que investiga possíveis desvios de dinheiro na Celesc há 12 anos.

Gelson Merísio questionou João Rodrigues sobre a falta de relação institucional do governo Jorginho com o Governo Federal. Rodrigues defendeu a renegociação da dívida pública para viabilizar obras federais com recursos estaduais. Ambos os candidatos concordaram sobre a importância de utilizar programas federais de fomento e revisar as políticas estaduais de cultura.

João Rodrigues criticou os baixos investimentos do Governo do Estado na Defesa Civil e questionou Zimmer sobre sua opinião. O candidato do PRD defendeu convênios com os municípios para obras de prevenção. Em relação ao turismo, Merísio atribuiu a baixa no número de turistas na última temporada de verão a uma campanha de discriminação nas redes sociais contra o Estado. Rodrigues sugeriu a necessidade de aumentar os investimentos em turismo, especialmente na Serra e no Oeste.

O ex-prefeito de Chapecó pediu a Zimmer uma avaliação sobre os serviços da Casan em Florianópolis. Ralf defendeu a estatal e afirmou que não irá privatizá-la, apesar dos problemas existentes. Zimmer criticou a gestão da Casan, atribuindo a culpa ao grupo político que apoia João Rodrigues.

Ralf questionou Merísio sobre a violência contra a mulher. Merísio propôs a criação de Salas Rosas com assistentes sociais em postos de saúde para auxiliar vítimas, além da adesão a programas federais. Zimmer defendeu a educação nas escolas para ensinar respeito às mulheres.

O debate também abordou o plano de concessões de rodovias estaduais e federais do governo Jair Bolsonaro, que Jorginho Mello pediu para ser revogado ao assumir o governo. A discussão sobre planejamento foi marcada por divergências ideológicas.

Uma regra do debate impediu a exibição da capa do plano de governo na câmera, o que foi criticado. Ralf Zimmer questionou João sobre a candidatura de sua esposa, Fabiana Rodrigues (PSD), que foi negada. Zimmer também criticou Rodrigues por ter defendido a manutenção do IPTU Progressivo em Chapecó, uma questão judicializada.

Em geral, o debate foi considerado fraco, apesar de algumas propostas relevantes. O foco foi em críticas a Jorginho Mello, com João acusando Ralf de ser “advogado” do governador em alguns momentos.

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