Peperi Notícias , revisado por IA - 04/08/2026 10:13 - Visualizações: 28
A escassez de caminhoneiros no Brasil pode elevar custos de frete e afetar a logística, com um déficit estimado de 250 mil profissionais.
A redução no número de caminhoneiros preocupa o setor de transporte de cargas no Brasil. Cerca de 65% das mercadorias são transportadas por rodovias, e a falta de profissionais pode elevar o custo dos fretes, aumentar o prazo das entregas e reduzir a capacidade de atendimento em períodos de maior demanda. Um levantamento da CNN, com dados do Ministério dos Transportes, aponta que o número de caminhoneiros em atividade caiu quase 20% nos últimos dez anos. Dos 27 estados brasileiros, 19 registraram redução na quantidade de profissionais. As maiores quedas ocorreram nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Em contrapartida, estados do Norte e Nordeste, como Pará e Tocantins, apresentaram crescimento no número de motoristas. Segundo representantes do setor, o envelhecimento da categoria, a dificuldade de atrair jovens, a insegurança nas rodovias, o tempo longe da família e a remuneração considerada insuficiente estão entre os principais fatores da escassez. A pesquisadora do Observatório do TCU da FGV Direito SP, Mariana Carvalho, afirma que o problema tende a ser mais grave no Brasil devido à forte dependência do transporte rodoviário. A Confederação Nacional do Transporte (CNT) estima um déficit de aproximadamente 250 mil caminhoneiros. O presidente da entidade, Vander Costa, também cita a migração de profissionais para países como Portugal, atraídos por salários pagos em euro. Para reduzir os impactos, empresas ampliam a capacidade dos caminhões e investem em programas de qualificação para motoristas das categorias D e E. A contratação de trabalhadores estrangeiros também tem sido adotada por algumas transportadoras. Além disso, representantes do setor apontam que a concorrência com aplicativos de transporte e outras atividades contribui para reduzir o interesse pela profissão.