ClicRDC , revisado por IA - 09/09/2026 19:08 - Visualizações: 34
Fachin suspendeu decisões de Mendonça e Dino sobre a cúpula da Polícia Federal, incluindo o afastamento e reintegração de diretores.
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta quarta-feira (9) as decisões de André Mendonça e Flávio Dino relacionadas ao comando da Polícia Federal. Com a medida, ficam suspensos tanto o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, quanto a decisão que havia determinado sua reintegração. Fachin ainda vai analisar separadamente a permanência de Andrei no cargo. Mendonça havia afastado preventivamente Andrei Rodrigues e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa, na terça-feira (8), em meio às investigações relacionadas ao Banco Master e a relatórios de inteligência da Polícia Federal. Nesta quarta, Dino determinou a reintegração dos dois após analisar recurso apresentado pela defesa de Andrei. Agora, Fachin suspendeu as duas decisões. O presidente do STF também assumiu a relatoria de procedimentos relacionados ao chamado Inquérito das Fake News e suspendeu qualquer investigação contra integrantes da Corte. Relatório da PF será analisado pelo plenário. Fachin convocou uma sessão do plenário do STF para a próxima terça-feira (15). Os ministros deverão analisar a validade do relatório da Polícia Federal produzido a pedido de Mendonça, que reúne mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes. O plenário também deverá avaliar o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) pela nulidade da apuração e decidir se haverá abertura ou arquivamento de investigação envolvendo Moraes. O documento reúne 52 mensagens enviadas por Vorcaro ao ministro. As respostas de Moraes não aparecem no relatório. O material também cita o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF. Crise se intensificou com investigação sobre o Banco Master. A disputa entre ministros do STF ganhou força após Mendonça retirar, em 1º de setembro, o sigilo de um procedimento que continha o relatório da PF. No mesmo dia, a PGR pediu a nulidade da investigação. Segundo o órgão, Mendonça não poderia determinar o aprofundamento de apurações envolvendo outro ministro do Supremo sem pedido do Ministério Público ou da própria PF. Em 3 de setembro, Moraes pediu a Fachin que investigasse Mendonça, apontando possíveis indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e outros crimes. Mendonça afastou diretores da PF. Na terça-feira (8), Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues e Leandro Almada e ordenou a abertura de procedimentos criminais e administrativos na Corregedoria da PF. A decisão também suspendeu a produção e o compartilhamento de relatórios de inteligência destinados a analisar a atuação de magistrados, integrantes da advocacia pública e policiais. Após o afastamento, William Marcel Murad, diretor-executivo da PF, assumiu interinamente o comando da corporação. A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu a Fachin contra o afastamento. O órgão alegou que a medida interferia na competência do presidente da República para nomear e exonerar o diretor-geral da Polícia Federal. A defesa de Andrei também recorreu. Dino então determinou a reintegração dos dois policiais, decisão que agora está suspensa por Fachin.
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