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Justiça de SC solta mulher que fingia ser criança em Joinville

ClicRDC , revisado por IA - Joinville - 10/09/2026 20:52 - Visualizações: 23

Justiça de SC solta mulher que fingia ser criança em Joinville

A Justiça de SC soltou Amanda Maria Souza de Oliveira, que se passou por criança e foi condenada por estelionato. Ela cumprirá pena sob monitoramento eletrônico.

A Justiça de Santa Catarina decidiu pela soltura de Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, que passou 14 meses vivendo com uma família em Joinville após se passar por uma criança. A Vara de Execuções Penais de Joinville concedeu a progressão de regime na quinta-feira (10) e expediu o alvará de soltura. Amanda estava presa desde 2 de junho, totalizando 100 dias de detenção. Com a decisão, ela deixa o Presídio Feminino de Joinville e cumprirá o restante da pena fora da unidade prisional, sob monitoramento eletrônico.

A Justiça também impôs medidas cautelares e registrou o cadastro de prisão domiciliar. A decisão foi baseada em documentos sobre a permanência e a conduta carcerária de Amanda, além de avaliações técnicas e manifestações do Ministério Público de Santa Catarina. Ela foi condenada em 20 de agosto pela 1ª Vara Criminal de Joinville a 1 ano, 10 meses e 28 dias de prisão, em regime semiaberto, pelos crimes de estelionato e falsa identidade.

Amanda inicialmente se apresentou como uma jovem de 18 anos em busca de trabalho, mas depois alegou ter apenas 11 anos e ser vítima de abusos. Uma família a acolheu, fornecendo moradia e alimentação, e chegou a organizar uma festa de aniversário. A farsa foi descoberta quando uma parente da família desconfiou da história e encontrou relatos de golpes semelhantes atribuídos a Amanda. Ela foi presa em flagrante em 2 de junho.

Investigações indicam que Amanda pode ter utilizado identidades falsas em outros estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, entre outros, onde se aproximou de pessoas por meio de igrejas e projetos sociais, apresentando histórias de abuso ou abandono para conseguir abrigo e sustento. Com a decisão recente, Amanda cumprirá o restante da pena sob monitoramento eletrônico.

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