Jornal Imagem - 15/06/2026 09:43 - Visualizações: 18
Por Euclides Staub
Narração
A corrida presidencial de 2026 começa a ganhar contornos cada vez mais definidos. De um lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aposta na defesa da soberania nacional como eixo central de sua narrativa. De outro, o senador Flávio Bolsonaro transforma a segurança pública em sua principal bandeira eleitoral.
As duas estratégias seguem lógica semelhante: destacar uma virtude própria enquanto expõem o que consideram fragilidades do adversário. No campo governista, a comunicação coordenada pelo marqueteiro Sidônio Palmeira procura associar Flávio Bolsonaro ao presidente norte-americano Donald Trump, apresentando a disputa como uma escolha entre autonomia nacional e alinhamento a interesses externos. O objetivo é fortalecer a imagem de Lula junto ao eleitorado e reduzir seus índices de rejeição.
Já a oposição concentra seus ataques na crescente preocupação da população com a violência. A atuação do crime organizado e a resistência do governo federal em apoiar a classificação de facções como o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas são utilizadas como exemplos de uma postura considerada branda diante da criminalidade.
Com a campanha ganhando intensidade, soberania e segurança despontam como temas capazes de mobilizar o debate público e influenciar a decisão dos eleitores. A tendência é que esses dois eixos dominem o confronto político nos próximos meses.