Peperi Notícias , revisado por IA - Chapecó - 23/09/2026 11:25 - Visualizações: 37
Uma pessoa foi presa em Chapecó durante a terceira fase da Operação Entre Lobos, que investiga lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça.
Na manhã desta quarta-feira, 23, uma pessoa foi presa preventivamente em Chapecó durante a terceira fase da Operação Entre Lobos. A investigação, conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), apura suspeitas de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, associação criminosa e obstrução de Justiça. A operação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), em apoio à Promotoria de Justiça da Comarca de Modelo. A nova etapa investiga fatos que teriam ocorrido após o cumprimento das medidas judiciais da primeira fase da operação. A suspeita é de que processos e créditos judiciais vinculados ao escritório investigado tenham sido transferidos para outra sociedade de advocacia com o objetivo de ocultar patrimônio atingido por restrições judiciais e manter a movimentação de valores. Documentos, planilhas e outros registros apreendidos durante a investigação indicariam que processos e valores relacionados ao acervo transferido continuaram sendo acompanhados pelos envolvidos. Com base nos elementos reunidos, o MPSC denunciou quatro pessoas por obstrução de Justiça, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e associação criminosa. A Vara Estadual de Organizações Criminosas determinou a prisão preventiva de um dos denunciados, apontado como líder do grupo. O mandado foi cumprido em Chapecó e o investigado foi encaminhado ao sistema prisional. A Justiça também determinou a suspensão do exercício da advocacia. Outros investigados receberam medidas cautelares, como restrições de contato, proibição de acesso aos escritórios investigados e suspensão do exercício da advocacia. A Justiça também determinou o bloqueio de bens, direitos e valores de dois denunciados em montante superior a R$ 500 mil. A Operação Entre Lobos começou em julho de 2025, com medidas judiciais cumpridas em Santa Catarina, Ceará, Rio Grande do Sul, Bahia e Alagoas. A investigação apura, em tese, crimes como estelionato contra idosos, organização criminosa, patrocínio infiel e lavagem de dinheiro. Em janeiro deste ano, a segunda fase cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em municípios catarinenses e resultou no bloqueio de até R$ 9,6 milhões, além da apreensão de veículos e aplicação de medidas cautelares. Segundo a decisão judicial, novos elementos indicam possível continuidade das práticas investigadas e descumprimento de medidas impostas anteriormente.
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